quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A campanha eleitoral não acabou...

Como todas as outras eleições, fui votar feliz e desejosa de que o meu voto fosse vencedor. Mas um ponto já era positivo: acabaram as manifestações de baixarias e de agressividades marcantes na campanha eleitoral presidencial no Brasil em 2010. E mais, acabara o risco de aparecer mais um “ataque”, mais uma “denúncia”, mais uma “armadilha” de campanha para surpreender a todos. A ruindade do debate não impediu novamente que o País enfrentasse com serenidade e espírito cívico o processo eleitoral, conforme bem avaliou o Profº Marco Aurélio Nogueira*.

No decorrer da campanha, tentei entender os argumentos de alguns amigos ou parentes “adversários políticos” e apresentar meus argumentos. Passado o resultado das eleições e o primeiro discurso da candidata eleita, supunha eu, ter condições mais tranquilas para continuarmos conversando sobre o tema, já que a situação eleitoral estava definida. Um querido eleitor que não votou na candidata eleita fez o seguinte comentário: “Bom o discurso! Gostei...” Uma também querida e notável eleitora que, como o outro, não votou na candidata eleita diz: “Não foi ela que fez...”

Fiquei pensando: como as imagens dos ou das candidatas são construídas ou destruídas pela mídia, e quão diverso e complexo é a questão da identidade de um eleitor ou eleitora com determinado candidato ou candidata ou mesmo com um partido político. E ao contrário do que supunha, a campanha não acabou... ou pelo menos seus efeitos não acabaram, se é que vão acabar um dia!

* Autor do artigo: "A sociedade superior à política" - O Estado de São Paulo - 23/10/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Rescue

“Rescue” é uma palavra inglesa cujo significado é “Resgate”. É o nome dado a um composto com cinco Florais, criado pelo homeopata Dr. Edward Bach(1886-1936) e indicado para apoiar as pessoas em momentos difíceis que temos que enfrentar.

Este nome me fez pensar que todos nós, mais cedo ou mais tarde, precisamos ser resgatados algum dia. Seja por que nos perdemos em algum lugar, por que nos perdemos em nós mesmos, nos perdemos no meio da multidão, nos perdemos em nossos sentimentos, sofremos perdas, sofremos um acidente, nos tornamos frágeis, fomos consumidos por algo, adoecemos, caímos em algum lugar...

É um momento então de nos deixarmos levar por pessoas, que amorosamente nos oferecem uma cápsula para nos envolver e dentro da qual, somos resgatados.

O importante é termos sempre alguém para nos resgatar, seja de onde for: de um lugar longe, de dentro de nós mesmos, de um buraco qualquer...

domingo, 17 de outubro de 2010

Você tem que aprender a esperar...

Penso que muitos de nós já ouvimos algo como: “Você tem que aprender a esperar...” Foi com o tempo que aprendi a esperar, a ter paciência de esperar, a fazer do esperar um tempo feliz por si só.

Como é bom esperar por algo: por uma carta, por um email, por um telefonema, por uma resposta, por um resultado de concurso, resultado de uma prova, por um encontro, pela hora de fazer algum passeio, por uma festa, por uma viagem, pelas férias, pelo final de semana, pela hora de ir ao salão, pelo começo de um trabalho novo, por um livro ou qualquer outra coisa comprada pela internet, pelo dia do casamento, pelo filho, por uma saída...

O que seria de nossa vida se não esperássemos nada? Não seríamos nada. Não teríamos feito nada. Não teríamos planejado nada. Porque fizemos, esperamos. Esperamos resultados do que fizemos. Plantamos e esperamos que os frutos cresçam fortes e saudáveis. Como esperar preenche maravilhosamente nossa vida, nos traz expectativas, nos faz sonhar, nos traz alegria!

Esperar, nós todos podemos, embora o que vai chegar nem sempre depende de nós. Importa que, se estamos esperando, foi porque fizemos por onde esperar... Fizemos alguma coisa, construímos algo, planejamos algo, escolhemos algo e estamos torcendo pelos melhores resultados, é claro!

Por isto sou feliz com o que espero chegar, com o tempo de espera, de cada uma das coisas que espero, pois planejei tudo para vir o melhor, do melhor, do melhor... de tudo que espero. Porque o que espero é fruto de meu desejo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

No tempo que a Lua andava com a gente...

Hoje ao sair para ir a Academia, por volta das 19:00, horas procurei a Lua para ver e lembrei-me de um belo episódio. Quando ainda morava em uma pequenina cidade do interior de Minas – Paulistas – morei lá até os 10 anos de idade – meu pai às vezes nos levava para passear no final da tarde, para fazer uma caminhada. Lembro da noite enluarada, a Lua clareando o caminho por onde andávamos e que, descobri que quando andava a Lua andava junto comigo. Eu dava um passo, a Lua andava. Dava uma corridinha, a Lua corria também. Chegava ao final da rua (que também era o final da cidade), lá estava a Lua na mesma posição em relação a mim. Ficava pensando como isto podia acontecer?

Hoje, faço uma academia a dois quarteirões de onde moro. Ia de carro. É inacreditável, mas eu ia de carro. De repente descobri que indo a pé gastava menos tempo, pois a rua estava tão cheia de carros, que tinha que esperar os outros carros passarem e ainda procurar vaga para estacionar. A que ponto chegamos! Que saudade do tempo que a Lua andava com a gente!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Escrever aqui me faz feliz!

É isto que importa. A ideia de dividir com outras pessoas o que estou pensando me faz feliz. Então é isto que vou fazer.

Assisti um filme, indicado por uma das minhas filhas, “Na Natureza Selvagem”. Baseado em uma história real, de um jovem que sai de casa em busca da felicidade, sente o seu sabor, mas fica perdido na natureza selvagem e termina por concluir que : “A felicidade só é real quando partilhada.”

Estou me sucumbindo a este espaço de nos comunicar através da internet, depois de muito resistir. Afinal, é um espaço público, é uma forma possível de comunicar. É uma forma possível de partilhar a felicidade, tornando-a real.

Ao teclar enter por engano, buscando o filme anterior na internet, cheguei à Bienal em São Paulo. Pude ter noção da exposição através da internet que mostra algumas obras. E o que são estas obras de arte, senão formas de expressão, formas de comunicar? São formas das pessoas dizerem o que pensam, sentem, sonham, fazem, gostam, desgostam etc – formas de dizer.

Em um jornal mineiro, vi uma reportagem cujo teor merece ser partilhado – uma ilustração do desejo de partilhar a felicidade : “Sem idade para ser feliz - Mulher de 104 anos leva hoje ao altar filho de 84 para receber a mão de noiva de 91. Filharada, netos e bisnetos vão lotar a matriz de...” “Amor é isso com a ajuda de Deus. Tenho filhos morando em várias cidades (...) mas agente acaba ficando só. O melhor da vida é ter alguém.” disse o noivo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Blog Erika

Fui visitar um blog de uma pessoa. Ela mora em São Paulo e eu irei para lá fazer o doutorado no próximo ano. Ir visitar o seu blog foi uma forma de visitar São Paulo através desta pessoa, já que ela escreve, entre outras coisas, sobre seu cotidiano nesta cidade:”Crônicas, Ideias e Devaneios”. Esta visita fez parte da minha preparação para ir para um outro espaço, sair do meu mundinho mineiro entre montanhas. Quando vi em “Crônicas, Ideias e Devaneios” uma mulher de mais ou menos 40 anos, dizendo, escrevendo e publicando que “estava apaixonada”, com tudo que isto dá direito à uma mulher de sentir, foi que me dei conta: nasci na roça e moro entre montanhas com tudo que isto significa. Tive que criar coragem para escrever um comentário no blog, dizendo da minha admiração pela soltura e leveza com que ela escrevia sobre coisas tão importantes para nós mulheres.

Ao enviar a mensagem, havia uma pergunta no site: gostaria de criar o seu blog? Esta ideia não me saiu da cabeça. Comentei com minhas filhas (23 e 24 anos) para avaliar um pouco a minha ideia. Comecei a pensar sobre o que escreveria. Sobre educação?(tema do meu trabalho) Não. Isto já ocupa muito espaço na minha vida. Mais do que deveria.

Me sinto uma mulher feliz: “gosto de tudo que tenho, embora não tenha tudo que gosto”. Pensei que poderia aprender a falar mais disso: das minhas conquistas e busca da felicidade; da minha vida além do estudo e do trabalho, embora estudo e trabalho sejam também conquistas importantes para a minha felicidade. Preciso aprender a falar mais disso. Quero ampliar o meu espaço de análise, ao invés de terminar com ele. Afinal, como disse um jovem professor, do qual sou aluna: a vida acadêmica, o trabalho não é nossa vida, é apenas uma parte dela. Decidi subir as montanhas que me cercam. Acho que minha analista vai gostar!!!! “Subindo montanhas” ou talvez “vencendo montanhas”. Criei este blog com a ajuda da minha filha.